ABIH e FBHA pedem igualidade tributária com Airbnb

João-Bueno-da-ABr-Alexandre-Sampaio-da-FBHA-Dilson-Jathay-da-ABIH-Nacional-Murilo-Arakaki-da-Arakaki-Advogados-e-Luigi-Roturno-da-ABrJoão Bueno, da ABR, Alexandre Sampaio, da FBHA, Dilson Jathay, da ABIH Nacional,
Murilo Arakaki, da Arakaki Advogados, e Luigi Rotunno, da ABR (Fotos: Eric Ribeiro)

Questionado sobre as plataformas digitais, Dilson Jatahy, presidente da ABIH Nacional, enfatizou que não existe plataforma colaborativa e fez um apelo ao governo para que as condições tributárias entre hotelaria e novas economias de hospedagens, a exemplo do Airbnb, sejam iguais.

“Os hotéis estão sempre trabalhando a fim de incentivar o investimento em tecnologia, criatividade, inovação. O empresário tem que ter sua consciência no seu dia a dia. Essa conscientização é uma necessidade. Recomendamos que os hotéis tenham site, criem peculiaridades (produto diferente), parcerias com Otas ( que vieram para salvar os pequenos hotéis) e que fidelizem dos clientes. Porém, plataforma colaborativa não existe. O colaborativo não existe”, enfatiza o executivo.

Dilson ainda afirmou que a solução só se dará pela igualdade tributária. “Se a pessoa está usando um apartamento como hotel tem que pagar todos os impostos de um hotel. Temos que falar em carga tributária, o dia que essas novas plataformas pagarem 35% de carga tributaria igual os hoteleiros eles serão muito bem-vindos. Os hotéis, por falta de velocidade, não conseguem concorrer”, destacou. Jatahy ainda citou o exemplo da solução adotada na Argentina, onde para agilizar o processo, os hotéis foram isentados de impostos.

Para Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, as OTAs também precisam ser regulamentadas, principalmente por incluírem pequenas pousadas que estão na informalidade. “Essas leis precisam fazer parte da Lei Geral do Turismo ou do Brasil + Turismo”, explica.

O presidente ainda completou a fala de Jatahy, pedindo a cobrança do ISS para as reservas até 15 dias, que seriam categorizadas como diária hoteleira. Outro imposto proposto por Sampaio prevê um fundo a fim de colaborar com a divulgação do Brasil no exterior junto a Embratur. “Assim todos ajudam a trazer mais turistas para o país”, finalizou.

Fonte: Mercado & Eventos