Pronunciamento ABIH Nacional em homenagem ao Dia Mundial do Turismo.

Bom dia a todos,

Senhoras, senhores…

Eu gostaria de começar agradecendo, sinceramente, ao deputado Herculano Passos por me conceder a honra de voltar a essa prestigiada casa, um ano após aqui estar celebrando os 80 anos da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH Nacional, entidade que tenho a honra de presidir.

Também quero agradecer ao Deputado Federal Hildo Rocha e a cada membro da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo por reconhecerem o papel fundamental da indústria de hotéis na cadeia do turismo, ao me convidar, como representante da hotelaria nacional, a me pronunciar nessa data tão simbólica – O Dia Mundial do Turismo – que hoje completa 37 anos.

Se fizermos uma retrospectiva e voltarmos ao primeiro ano da década de oitenta, quando a data for criada, veremos que nossos sonhos se transformaram, mas não mudaram muito.

Naquela época, as políticas começavam a focar o turismo como agente de desenvolvimento e havia um crescente envolvimento do governo. Mas, o cenário político da ocasião certamente “atrasou” o desenvolvimento do turismo no Brasil.

Logicamente, países em desenvolvimento como o nosso, perante uma crise econômica, a atividade turística é fortemente influenciada.

Trinta e sete anos se passaram. Em 2003, foi criado o Ministério do Turismo e, até 2007, tivemos um dos períodos de maior transformação do setor. Em seguida, vieram os anos áureos, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas que, infelizmente, coincidiram com um momento de crise social, política e econômica, que levaram o país a uma grave recessão, cujos efeitos se espalharam por toda a sociedade brasileira.

Mas, essa história é recente e deixemos que cada um faça suas considerações.

A grande questão é o que faltou e o que ainda falta para o Brasil atingir o patamar de grande destino mundial?

Alguns fatores contribuem para isso. Certamente, o principal deles é uma carga tributária injusta, que não nos permite concorrer em nível de igualdade com os Estados Unidos e a Europa.

Sem equacionar essa questão, buscando isonomia com os principais destinos do mundo, será difícil competir no mercado internacional. Como se não bastasse, no mercado interno, a hotelaria nacional ainda enfrenta a concorrência desleal das plataformas internacionais, que desequilibram o mercado por não sofrerem as mesmas tributações.

Outras questões precisam ser enfrentadas como a reestruturação da malha aérea brasileira, com uma consequente política de preços mais justos e não especulativos, além da flexibilização dos vistos para tornar nosso destino mais acessível ao turismo internacional e do enorme custo Brasil que trava o crescimento do nosso país.

Hoje, porém, o momento é de comemorar a passagem dessa data que reconhece a importância do Turismo na nossa sociedade e juntos festejar também os sinais de retomada do crescimento da Hotelaria Nacional!

Na cadeia do turismo, a hotelaria, por ser um setor que responde imediatamente às variações e instabilidades econômicas, funciona como um termômetro de desenvolvimento. Por isso, temos muitos motivos para comemorar realmente essa data.

De acordo com os números Brasil afora, o setor vem mostrando recuperação e os números de ocupação vêm subindo esse ano. Após um período em que as taxas de ocupação vinham caindo, em 2017, começamos uma reação que pode ser sentida pelo Brasil a fora.

Além da sinergia entre o poder público e a iniciativa privada, em todos os níveis, municipal, estadual e federal, é preciso também investir cada vez mais na capacitação de pessoal, na infraestrutura, na organização de eventos e na divulgação de nossos destinos, tanto no Brasil, como internacionalmente.

Em 2017, conseguimos que uma das reivindicações mais antigas do setor de hospedagem e hotelaria fosse contemplada com as recentes mudanças conquistadas nas leis trabalhistas que são de suma importância para o setor.

Mas não posso deixar de citar, talvez a mais importante questão do turismo nacional que precisa ser equacionada: a regularização das plataformas de reservas on-line. Quase 300 cidades espalhadas pelo mundo já têm a situação legalizada e tributada, seguindo o exemplo de destinos internacionais como Paris, Lisboa, Berlin, entre outros. Nossa atividade precisa dessa mobilidade para ter maior capacidade de concorrer em pé de igualdade no mercado internacional.

A ABIH Nacional, juntamente com as ABIH´s estaduais, através do associativismo, vem trabalhando para trocar informações, experiências e defender constantemente a hotelaria e o turismo. Reafirmo que a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis continuará a atuar com força e determinação para defender os interesses dos empreendedores que atuam dentro dos ditos legais do país!

Precisamos pavimentar o caminho com que construiremos nosso futuro. Quando olhamos pra trás, percebemos o quanto caminhamos. Mas, o importante agora, além de reconhecer todo o trabalho que já foi feito, é perceber que os desafios não param e que ainda temos um longo caminho a percorrer na defesa dos interesses do setor.

Por fim, quero em nome da ABIH Nacional, convidar a todos para o jantar em que comemoraremos os 81 anos da entidade que acontecerá no dia 16 de novembro, em Goiânia.

Outro convite que muito me alegra fazer é para um dos acontecimentos mais importantes do setor de hotelaria e hospedagem, o Congresso Nacional de Hotelaria – CONOTEL 2018, que, não por acaso, tem como tema a Retomada do Crescimento da Hotelaria Brasileira. Também não é por caso que o Conotel 2018 volta a ser itinerante e  será realizado em maio do ano que vem, em Fortaleza.

A hotelaria nacional sempre investiu no crescimento do turismo nacional. Resistimos a grandes turbulências por considerarmos a força do setor no Brasil. Continuamos firmes na crença que setores e seguimentos empresariais organizados formam empresas e profissionais mais competitivos, arcabouço de um destino bem sucedido!