Representantes da hotelaria nacional se reúnem com ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência para discutir medidas para o fortalecimento do setor de turismo.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), Dilson Jatahy Fonseca Jr., e o vice-presidente da entidade e presidente do SindHotéis do Ceará, Manoel Linhares, estiveram reunidos na tarde dessa segunda-feira, dia 18, com ministro-chefe da secretaria-geral da Presidência da República, Antônio Imbassahy, para tratar de projetos que visam o fortalecimento do setor de turismo brasileiro.

A principal pauta do encontro foi a ausência de regulamentação das plataformas internacionais de vendas on line de hospedagem. Para Jatahy Fonseca Júnior, presidente da ABIH Nacional, é preciso celeridade na regulamentação dessa prática: “É necessário regular essa prática com urgência não só pelo desequilíbrio que ela traz ao mercado brasileiro por essas plataformas não terem as mesmas obrigações com relação a taxas e impostos, entre outras exigências, mas principalmente, pelas questões que envolvem a segurança pública, já que não há registro oficial das pessoas que usam esse tipo de hospedagem”.

Para Manoel Linhares, vice-presidente da Associação, é importante que cada município encaminhe a suas Câmeras de Vereadores sugestão de projetos de lei de regulamentação que dite as normas de operação não só para as plataformas de reservas de hospedagem on-line, mas também, para os proprietários que disponibilizarem seus imóveis com a intenção de serem alugados como hospedagem. “Fortaleza vem buscando solucionar o problema com projeto de lei que institui a cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS) dessas empresas e regras oficiais para a hospedagem. É importante destacar ainda que cada município procure fazer sua própria legislação não só para evitar novos fechamentos de empreendimentos hoteleiros, frutos da concorrência desleal, mas também para deixar as empresas brasileiras mais competitivas no cenário do turismo mundial, a exemplo de 275 cidades no mundo todo, entre elas os principais destinos mundiais como Lisboa, Paris, Berlim, Londres e Barcelona, que j[a regulamentaram essa prática”, afirmou Linhares.